Os conteúdos expostos nesta página não têm fins lucrativos. Tem como único objetivo defender a inocência de Michael Jackson.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O USO DE ANALGÉSICOS NUNCA SE RESTRINGIU A MICHAEL JACKSON, ESTANDO PRESENTE, TAMBÉM, NO MUNDO DOS ESPORTES DE ALTA PERFORMANCE

Muito já se falou e se julgou em Michael Jackson o uso de analgésicos. No entanto, nós fãs e demais pessoas que buscam a informação de forma isenta e com honestidade, sabemos que no mundo dos esportes de alto rendimento, essa prática é mais do que recorrente.

Sabemos que Michael precisou recorrer a analgésicos somente após o grave acidente que sofreu em janeiro de 1984 durante as gravações para um comercial de refrigerantes, a Pepsi.

O motivo, portanto, foi uma questão médica, que fugiu a sua vontade  e não porque era um fraco, não tinha amor a sua vida e por isso tornou-se um viciado.

Michael, na época em que sofreu o acidente da Pepsi, já era um vegetariano convicto, e preocupava-se muito com sua saúde. Mas o acidente fez com que tivesse que recorrer aos analgésicos.

Com as acusações de 93, em sua dor emocional de estar sendo humilhado e exposto como um pedófilo ao mundo, Michael precisou de ajuda médica, vindo a cancelar sua turnê mundial e fazer sua recuperação em uma clínica na Inglaterra. Não escondeu o fato de seus fãs e do mundo, e disse que iria buscar ajuda.

Em 1999, quando sofreu outro acidente grave nos shows beneficentes "Michael Jackson and Friends", teve problemas físicos que também o fizeram recorrer aos analgésicos.

Portanto, fatos reais o levaram a analgésicos e não uma irresponsabilidade de Michael. 

Nos esportes envolvendo grandes atletas, leia-se olímpicos e também jogadores de futebol de todo o planeta, muitas vezes também recorrem aos analgésicos para se livrarem de dores.

No momento em que se transcorre um processo envolvendo a família de Michael e a AEG Live, em que a saúde e a vida de Michael continua a ser exposta de forma desumana e cruel, é oportuno discorrer sobre o uso de analgésicos no esporte e acabar de uma vez por todas de se colocar Michael Jackson como a única pessoa no mundo que precisou recorrer ao uso de analgésicos no decorrer de sua vida e que ele não pode ser julgado e condenado por seu uso.

TEXTO 1 - de 05 / 06 / 2012

Fifa revela: 39% dos jogadores da Copa de 2010 usaram analgésicos


LONDRES. Diretor médico da Fifa, o doutor Jiri Dvorak acada de lançar uma pesquisa, na qual afirma que o abuso de analgésicos está colocando as carreiras e a saúde dos jogadores de futebol em perigo a longo prazo. O doutor Dvorak descobriu que quase 40% dos jogadores na Copa do Mundo de 2010 tomavam medicação para dor antes de cada jogo.

Às vésperas da Eurocopa 2012, que começa na sexta, Dvorak decidiu alertar o mundo do futebol sobre o problema. Em entrevista à rede britânica BBC, ele afirmou que os jogadores mais jovens estão imitando os veteranos e tomando analgésicos com enorme frequência. Mas, por ora, ainda não há previsão de uma medida por parte da Fifa para mudar esse panorama.

O estudo tem como base o questionário da equipe médica da Fifa aos médicos de seleções durante a Copa de 2010, na África do Sul, para que eles fornecessem a lista de medicamentos que os jogadores estavam usando antes de cada partida. Pesquisas anteriores em torneios internacionais já haviam apontado que muitos jogadores usavam analgésicos ou antiinflamatórios. Mas os resultados da África do Sul 2010, publicados recentemente no British Journal of Sports Medicine, mostram níveis mais altos de uso do que nunca: 39% dos jogadores fizeram uso de agente analgésico antes de cada jogo.

 

Diferença entre países:


O estudo aponta grandes diferenças entre países em torno da prescrição de até três medicamentos por jogador por jogo. Sem citar seleções especificamente, o Dr. Dvorak aponta equipe das Américas do Sul e do Norte como as que têm o maior relato de uso de medicamentos por partida e por jogador.

— Acho que podemos usar a palavra abuso, pela dimensão do que constatamos — afirmou o médico.

— Infelizmente, existe a tendência de aumentar a ingestão de medicamentos. É algo que temos de realmente levar a sério e perguntar as situações que está por trás disso.

Especialistas garantem que analgésicos podem ser particularmente perigosos no esporte profissional. Em exercícios de alta intensidade, como o futebol, os rins de um jogador são continuamente trabalhando duro, tornando-os mais vulneráveis a danos causados por medicamentos fortes. Dr. Dvorak acredita que um fator importante para o crescente uso de analgésicos no futebol é a pressão sobre os médicos da equipe para conseguir recuperar rapidamente jogadores lesionados.

— Os médicos da equipe, a maioria deles, estão sob pressão entre o diagnóstico e o tratamento adequado para trazer o jogador a campo.

Para o médico Hans Geyer, vice-diretor do laboratório credenciado pela WADA em Colônia, é hora de agir.

— Este é um sinal alarmante. O que vimos a partir dos estudos da Fifa é que muitas vezes os atletas tomam os analgésicos como medida preventiva, para evitar a dor. O problema é que, se você desliga os sistemas de alarme que protegem os tecidos, você pode ter a destruição irreversível deles.

Nos Estados Unidos, 12 ex-jogadores da NFL estão processando a liga sobre o uso da poderosa droga antiinflamatória Toradol. Analgésicos também estão causando problemas na NFL, mascarando a dor até de ferimentos na cabeça e levando atletas a lesões futuras mais graves.

   

Klasnic fez implante:


Os riscos do uso de analgésicos e antiinflamatórios não está apenas ligados aos rins e ao fígado. Há também preocupações sobre seu impacto no coração. O Dr. Stuart Warden, da Universidade de Indiana, é um especialista na utilização destas drogas por atletas.

— Há um risco elevado de efeitos colaterais cardiovasculares com quase todos esses tipos de medicamento.

Um caso emblemático no futebol foi o do atacante croata Ivan Klasnic, que foi o primeiro jogador no mundo a voltar a jogar depois de um transplante. Ele sofreu de insuficiência renal, quando jogava pelo Werder Bremen na Alemanha em 2007.

Klasnic acusa os médicos do clube de demorarem a diagnosticar a gravidade do problema e continuarem a prescrever analgésicos. Já o clube alega em sua defesa que o problema tem origem numa pré-disposição genética e que não houve qualquer influência dos tratamentos médicos realizados em Bremen. O caso ainda vai ser julgado num tribunal da Alemanha.

TEXTO 2 - 28 / 01 / 2011

Jogadores aposentados de futebol americano fazem uso excessivo de analgésicos, aponta estudo

Jogadores aposentados da National Football League - NFL (Liga Nacional de Futebol), nos Estados Unidos, utilizam mais analgésicos do que o resto da população. É o que prova o estudo realizado por pesquisadores da Washington University School of Medicine, em St. Louis.

As colisões violentas durante os jogos podem provocar lesões nos ossos que, por sua vez, levam a dores a longo prazo. Com isso, é comum que jogadores façam uso contínuo e, até mesmo abusivo de analgésicos. Publicado na revista "Drug and Alcohol Dependence", o estudo envolveu 644 ex-jogadores da NFL, aposentados entre 1979 e 2006. Esses foram analisados em relação à sua sáude em geral, ao nível de dor, ao histórico de lesões, contusões e analgésicos prescritos.

Os resultados mostram que 7% dos jogadores fazem uso de analgésicos opióides, medicamentos derivados do ópio, como a morfina, Vicodin codeína e oxicodona. Esse número é quatro vezes maior do que o da população em geral.

Segundo Linda B. Cottler, professora de epidemiologia e psiquiatria na Universidade de Washington, mais da metade dos opióides utilizados pelos jogadores durante as suas carreiras de NFL, não foram por motivos de lesões. “71 por cento dos profissionais tinha abusado das drogas. Ou seja, eles usaram a medicação por um motivo diferente ou de uma forma diferente do que era previsto, ou tomado analgésicos receitados para outra pessoa", diz.

Dados mostram ainda que, 15% dos jogadores que abusaram do uso de analgésicos opióides durante a carreira, continuam utilizando-os de forma incorreta depois de aposentados. Contudo, Linda Cotller diz que não se pode afirmar que esses jogadores se tornaram dependentes da droga.

Segundo Cotller, o que o estudo mostra é que os jogadores continuam a viver com muita dor. “A taxa de dor, atual grave é surpreendente", diz ela. “Entre os homens que usam atualmente opiáceo da prescrição - seja mal utilizado ou não - 75 por cento disseram que tinham dor intensa, e cerca de 70 por cento relataram moderada a grave deficiência física."
TEXTO 3 - 14 / 12 / 2012

Jogadores da Seleção desafiam os limites do corpo e jogam à base de analgésicos

Joelhos e ombros não estão resistindo.
 
Não tem sido fácil suportar o calendário que praticamente emenda seleção brasileira, campeonatos estaduais e superliga. O tempo de descanso é mínimo.
 
Para variar, quem sofre cada vez mais com as consequências são os jogadores.
 
O uso de Voltaren 75 mg é constante e quase obrigatório entre a maioria dos atletas.
 
“Os veteranos não resistem, mas o que me chama atenção é o fato da molecada chegar no clube ‘estragada’da seleção e virar refém do Voltaren”.
 
O alerta é de um ex-jogador da seleção brasileira e que convive com o vôlei.
 
“Os treinos ainda podem ser administrados, mas sem o uso do medicamento não seria possível os caras jogarem na mesma intensidade”.
 
Murilo é um dos exemplos.
 
O jogador do Sesi sofre com dores no ombro, evita operar e não entra em quadra sem o uso de Voltaren.
 
Wallace, ex-jogador do Sesi, operou o ombro e voltou normalmente. Giba tem problema semelhante ao de Murilo e resistiu.
 
Eleito melhor jogador do mundo em 2010, Murilo sabe que precisa operar, mas teme perder rendimento no futuro.
 
Sidão necessita dos mesmos cuidados no antebraço.
 
No RJX, Dante faz reforço nos joelhos, mas é outro que depende do remédio. Ficou 4 meses afsatado das quadras e precisa de um trabalho diferenciado.
 
Lucão essa semana fez importante exame para saber a gravidade da contusão na canela. Thiago Sens não está 100%.
 
Leandro Vissoto, no Ural Ufa da Rússia, e Henrique, no Minas, também precisam em momentos críticos de dor.
 
“Em dia de jogos eles tomam um comprimido a cada 8 horas. Sei disso porque pude conviver com isso durante anos da minha vida”, confirma o ex-atleta.
 
Wallace, revelação do vôlei brasileiro, está com 25 anos. 

Mas se quiser jogar por mais 10 anos terá que se cuidar:
 
“O Wallace é jovem, tem saúde, mas sofre muito com o ritmo dos treinos no clube e especialmente na seleção. É um crime treinar em aeroporto. Não existe limite e esse menino pode acabar estourando por dentro”, desabafa um profissional ligado ao Cruzeiro.
 
Embora o analgésico preencha todos os requisitos de uma substância dopante, a Wada, Agência Mundial Antidoping, diz que o Voltaren ainda não é condiserado doping.
 
A Fifa é contra esse procedimento para jogadores e médicos que não respeitam limites para mascarar a dor. Apesar do alerta, quase 40% dos jogadores que disputaram a Copa da África do Sul jogaram sob efeito de analgésicos.
 
“A prática não é ilegal, apenas acho que o uso regular de analgésicos é ruim e prejudicial aos atletas. 

A dor é sempre um sinal do corpo de que algo está errado. 

O risco de aumentar a lesão é enorme”, afirma o médico de um dos times favoritos ao título da superliga masculina.
 
Marcelo Negrão, campeão olímpico em 1992, sofreu com cirurgias ao longo dos 21 anos de carreira. O esgotamento do corpo alcançou Ronaldo Fenômeno.
 
Murilo, Vissoto, Lucão, Dante, entre tantos outros, demonstram profissionalismo, mas desafiam diariamente os limites do corpo.
 
A relação dos clubes com a seleção segue rigorsamente a mesma. Cada um protege seu lado e o atleta, aquele que decide e paga a conta, fica em segundo plano.


Fontes:

http://extra.globo.com/esporte/fifa-revela-39-dos-jogadores-da-copa-de-2010-usaram-analgesicos-5128003.html 

http://www.boasaude.com.br/noticias/8865/jogadores-aposentados-de-futebol-americano-fazem-uso-excessivo-de-analgesicos-aponta-estudo.html 

http://blogdobrunovoloch.blogosfera.uol.com.br/2012/12/14/jogadores-da-selecao-desafiam-os-limites-do-corpo-e-jogam-a-base-de-analgesico/ 

2 comentários:

  1. Muito pertinente publicar esse texto aqui no blog, amiga.

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  2. Fica o registro.

    A maioria da imprensa nunca fez muito alarde sobre o assunto analgésicos envolvendo atletas.

    Nessas horas o problena e a saúde são única e exclusivamente do atleta.

    Só fazem estardalhaço quando a situação de algum deles se configura como doping. Aí dá audiência, vende jornais, revistas, convém falar.

    Os técnicos, médicos e dirigentes também não se importam em enfrentar o problema, pois o esporte gera muito dinheiro.

    E só por Michael Jackson gerar dinheiro para a mídia é que falam de seu uso de analgésicos. Se não fosse por isso, não estariam nem aí.

    Por isso eu quis colocar esses dados aqui. As pessoas veem que não era só Michael que usou analgésicos. Não foi a primeira pessoa e nem será a última. Deve, assim, ser tratado da mesma forma que os outros que usam.


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