Os conteúdos expostos nesta página não têm fins lucrativos. Tem como único objetivo defender a inocência de Michael Jackson.

terça-feira, 21 de junho de 2011

LIVRO "MICHAEL JACKSON CONSPIRACY" - NOTA DO AUTOR

O dia em que Michael Jackson foi exonerado, eu fui perguntada por Bill O'Reilly, da Fox News, sobre o que eu realmente pensava sobre o veredito.  Por meses, eu vinha comentado sobre o Julgamento para a FOX News, dizendo muitas coisas contra Jackson, levando os telespectadores a acreditarem que o pop star era culpado. Quando O'Reilly pressionou-me por uma resposta no veredito de "não culpado", eu estava balbuciando. O'Reilly queria uma resposta exata, e eu finalmente disse ter achado que o júri fez a coisa certa.
Mas parte de mim ainda estava em choque.
Como eu fiz um dos meus últimos comentários públicos do caso, eu percebi que eu havia me tornado uma das pessoas da mídia que tinha predeterminado indevidamente o resultado do julgamento. Muitas pessoas ao meu redor estavam tão certas da culpa de Jackson. Certos repórteres tinham inclinado a cobertura da TV e rádio para atender a acusação, e eu era uma das pessoas que seguiram aquela perigosa tendência.
De alguma forma, eu tinha faltado à verdade.
Quando eu li as contas do veredito de NÃO CULPADO em todos os jornais, eu me senti envergonhada de ter feito parte da máquina da mídia que parecia obcecada em destruir Michael Jackson.
Após pensar sobre isso por poucas horas, eu entrei em contato com o presidente do Juri, Paul Rodriguez, que conversou comigo sobre Jackson, que afirmou que Jackson tinha sido um alvo. O presidente do Juri disse que Jackson com certeza era não culpado dos encargos. Ele sentiu que Jacson tinha sido vítima da mídia.
Escrever um livro sobre a inocência de Jackson nunca passou pela minha cabeça, não durante o Julgamento de Santa Maria. Eu respeitava Tom Mesereau como um advogado, e eu vim para ver porque o juri votou não culpado em todos os encargos, mas eu não tinha intenção de revelar a minha própria cobertura jornalística inclinada.
Além de que, eu não queria expor nenhum dos meus amigos da mídia como sendo unilateral e injusto.
Para tornar claro: havia duas centenas de pessoas da mídia credenciadas no Julgamento, e menos de um punhado de pessoas admitiram suas tentativas de deliberar o retrato de Michael Jackson como culpado. Algumas daquelas pessoas da mídia eram parte do meu círculo interno. Eu não dei nomes de algumas pessoas da mídia neste livro, além de Mr. Martin Bashir porque seria de mau gosto apontar dedos. Espectadores que acompanharam o Julgamento sabem quem são os culpados.
Eu tenho que admitir que havia um ponto durante o julgamento, indo para a parte final, quando eu me senti mal sobre Jackson, quando eu senti que a mídia de todo o mundo estava contra ele. Eu queria que os fãs soubessem que eu não estava feliz com a cobertura da mídia, eu decidi ir até os portões de Neverland para fazer as pazes com os fãs. Eu queria contar às pessoas que eu não estava tentando ser injusta com Michael, que eu estava somente reportando os fatos. Eu tentei convencê-los de que eu não tinha uma agenda.
Mas os fãs não acreditaram em mim. Eles tinham visto meus noticiários, e muitos pensaram que eu estava mentindo. Fiquei por um bom tempo tentando dizer que eu não estava lá para manchar Jackson, mas eles não estavam interessados.
Enquanto eu ouvia seus fãs, que tinham voado de lugares como Espanha, Irlanda, e até Irã, eles contaram-me o lado deles da história. Eu ouvi eles insistirem que a mídia Americana estava manchada, que americanos odiavam Jackson por todas as razões erradas. Algumas pessoas trouxeram o cartão da raça.  Outras falaram sobre a amizade de Michael com crianças ser bem aceitável em qualquer parte do mundo, com exceção da América.
Seus fãs impressionaram-me. Sim, eles eram umas poucas pessoas com excesso de zelo - uma mulher chamou-me de prostituta em espanhol - mas ao mesmo tempo, muitos dos adeptos estavam de bom coraçào. Alguns queriam dar-me o benefício da dúvida.
Eu apreciei aquilo.
Eu tirei fotos com uns poucos fãs em frente aos portões de Neverland, que foi coberto com corações por aqueles que amavam Michael. Depois de um tempo, um pequeno grupo de nós começou a rir sobre o clan Arvizo e a louca contraprova do vídeo deles. Estávamos imitando Janet Arvizo quem, na fita, apóia Michael Jackson como sua única família.
Em uníssono, nós repetimos as linhas de Janet:
"Onde estavam eles quando eu não pude alimentar meus filhos, mesmo uma caixa de cereal?"
"Onde estavam eles quando meus filhos e eu íamos chorar?"
"Onde estavam eles, quando meus filhos e eu estávamos sozinhos?"
"Onde estavam eles, quando eu não tinha dinheiro suficiente para pagar tarifa de ônibus?"
"Onde estavam eles?" nós perguntamos mais e mais, e nós rimos do melodrama de Janet.
Por causa desta visita a Neverland, minha reportagem teve uma pequena mudança. Eu me tornei mais aberta para a ideia que Michael Jackson não era culpado, e eu tentei permanecer longe de comentários negativos que apresentei na maior parte dos meus comentários anteriores.
Eu não só tinha sido unilateral na TV, eu tinha contribuído para o show de rádio de Michael Jackson ( o filho adotivo do Presidente Reagan ) e tinha passado semanas no programa nacional de rádio Reagan batendo em Michael Jackson.
Se houve uma conspiração da mídia, eu era culpada.
Algumas semanas mais tarde, quando os últimos caminões de TV sairam de Santa Maria, eu encontrei-me sozinha ali, perdida sem a presença de Michael, perdida sem o conforto de ter os meus "amigos" da mídia para ajudar-me no outro dia.  Eu senti tristeza.
Santa Maria era um lugar agradável, mas tornou-se uma casca vazia para mim. O "evento" Jackson acabou e eu me tornei uma estranha em uma cidade pequena. Eu pensei sobre meus amigos da mídia e percebi que muitos deles não eram meus amigos em tudo. Eles fizeram uso da minha entrada e já tinham ido para a próxima quente história. Alguns estavam transmitindo ao vivo de Aruba, em busca de uma adolescente desaparecida.
Por sorte, eu não estava preocupada com os boatos das próximas notícias que chegam. Eu tinha uma  imagem maior em mente e tinha compilado todos os tipos de dados.
Eu não estava no julgamento simplesmente para reportar as notícias. Eu estava lá em primeiro lugar como uma autora.
Desde que eu estava no julgamento como uma repórter de tv independente, eu me permiti sair, eu me permiti levar tudo de volta para casa.
Sentada em Santa Maria com meus pensamentos, tentando determinar o que fazer com toda a documentação e pilhas de notas que eu tinha escrito sobre o julgamento, eu decidi despachar todas as últimas coisas, somente em caso de materializar-se em livro.
Ao fazer minha viagem de volta a Costa Leste, eu pensei sobre o desperdício financeiro para tantas pessoas, especialmente contribuintes da Califórnia, que tinham sido submetidos a isso. Era impossível calcular o exato montante de dólares desperdiçado, mas os números tinham sido milhões.
O julgamento de Jackson foi um dos maiores eventos da história dos Estados Unidos. A quantidade de dinheiro gasto com segurança, por si só, era simplismente escandalosa.
Eu considerei  "taxa de incidência" cara, que me pediram para pagar para Santa Maria, algo que eu nunca encontrei em qualquer julgamento que eu assisti na história na minha carreira como escritora sobre  crimes. Eu me perguntava porque eu era convidada a pagar tanto dinheiro para ser assentada em um processo público que deveria ser aberto a qualquer contribuinte dos Estados Unidos.
E finalmente, eu me perguntava porque algumas pessoas na grande mídia parecem pensar em mim como "menor que" um repórter, principalmente quando havia pessoas como Marcia Clark que acompanhou o julgamento de O.J.Simpson do lado de fora do tribunal de Santa Maria, como uma repórter para o Entertainment Tonight. Foi surpreendente para mim que certos talentos da rede viram-me como incapaz de fazer um relatório de trabalho de tv. Mesmo que eu tenha sido um repórter e comentarista de tv por anos, por todo o julgamento de Jackson, eu sabia que estava sendo descartada pelas costas. Algumas vezes fui atacada verbalmente por repórteres, mesmo na minha cara.
Eu me perguntava porque eu tinha sido colocada em tanto drama, despesa e agonia - tudo por nada.
Quando eu viajei para Nova Iorque, eu descobri que nenhum editor americano queria tocar em nehum livro de Michael Jackson, especialmente um que fosse o lado de Michael Jackson da história.
Eu estava devastada.
Mas, então, eu pensei sobre Michael Jackson.
Eu me perguntava como ele se sentia, e percebi que ele era o único que tinha estado em um inferno. Ele foi o único que foi submetido a uma máquina da grande mídia que queria destruí-lo. Ele era a única pessoa descartada pelas costas.
Menos de um mês de sua absolvição, eu aprendi que Jackson, seus três filhos, e sua babá, mudaram-se para o Golfo Pérsico Reino do Bahrain e eu entendi porque. Pelo menos como um hóspede da família real Sheik Abdullah, Jackson teria sua privacidade de volta, e  ele poderia encontrar uma maneira de se recuperar, para descontrair, e para pensar sobre um retorno. Foi alegado que o star tinha sido convidado para abrir um vinhedo ou um parque de diversões, mas Jackson não estava interessado. Michael Jackson tinha grandes planos, mas naquele momento, ele só queria que o pesadelo acabasse.
Meses mais tarde, eu entrei em contato com o juiz Rodney Melville, que expediu uma ordem permitindo-me rever e fotografar todas as provas do julgamento criminal. Eu passei tempo fazendo inúmeras viagens para Santa Maria debruçando-me sobre documentos, tirando fotos de Neverland, registrando evidências de tudo o que eu tinha visto durante o julgamento, solicitando cópias de transcrições. Os leitores devem notar que todos os testemunhos citados neste livro vem diretamente das transcrições do julgamento.
Eu tive uma epifania quando eu sentei no porão do Complexo da Corte Superior de Santa Maria revendo horas de imagens nunca divulgadas. Com uma funcionária do tribunal monitorando minhas anotações, eu fiz uma pausa no momento em que o acusador contou a polícia que não tinha certeza sobre certas coisas. Eu voltei a fita da entrevista da polícia com o acusador, e perguntei à funcionária do tribunal o que ela pensava sobre aquilo. Eu queria saber se ela tinha filho, se meninos de treze anos de idade já sabiam sobre a sexualidade deles. Ela olhou para mim e balançou a cabeça.
"É claro que os meninos sabem sobre isso," ela disse. "Certamente com treze anos.".
Com isso eu tive minha resposta. Eu decidi entrar em contato com uma advogada de Jackson, Pearl Jr, que também cobriu o julgamento de Jackson, e nós almoçamos juntas em Los Ângeles.
Pearl Jr encorajou-me a escrever um livro sobre o julgamento de Jackson, contudo, eu ainda senti que estaria travando uma árdua batalha.
Poucas semanas mais tarde, aconteceu de eu encontrar com Tom Mesereau, não uma, mas duas vezes. E eu levei isso como um sinal.
Eu senti que, não importa o que a mídia, os céticos, e até mesmo meus amigos e minha família tinham para dizer, eu precisava levantar-me para Michael Jackson. Quando eu comecei a escrever, notei que as pessoas em todos os lugares estavam tirando sarro de mim. Um livro pró-Jackson? Impossível.
Quanto mais pessoas me cutucavam e estimulavam, mais eu ficava furiosa. Enquanto eu lutava com mil páginas de transcrições do julgamento, com pessoas desencorajando-me para começar, comecei a pensar que o livro nunca seria feito. Ele se tornou meu trabalho mais árduo, sempre, e às vezes parecia que eu tinha todo o mundo em meus ombros.
Eu gostaria de saber se Michael viveu sua vida desta maneira.
Para manter minha moral elevada, eu fiquei pensando sobre o tempo que Michael disse olá para mim durante o julgamento. Isto foi no corredor durante uma pausa, e eu estava olhando para ele como se ele fosse uma figura de cera. De repente Michael olhou para mim e disse, "Hi!"
Quando ele falou, assustou-me.
Ele estava sendo engraçado e eu amei isso.
Pessoas sempre me perguntam se eu já conheci Michael Jackson, e eu digo a eles que sim. Mas realmente, eu nunca me apresentei e ele certamente não me conhece.
Somente uma vez eu fiz uma pergunta a ele para a imprensa escrita. Foi logo no início, quando Jackson ainda estava respondendo perguntas da mídia, e eu perguntei a ele se ele estava conversando com os fãs no portão de Neverland. Michael já havia passado pela multidão da mídia, mas ele virou-se, olhou para mim e disse: "Eu amo meus fãs. Eu amo meus fãs!" Era como se eles fossem as únicas pessoas que se importavam.
Eu espero que este livro vá além de partidários de Jackson, e chegue a milhões de pessoas que confiaram tanto na mídia tablóide. Se a verdade prevalece, então, de uma forma ou de outra, pessoas irão abrir seus corações.

Aphrodite Jones
Março, 1, 2007


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