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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

UMA CILADA PARA MICHAEL JACKSON


Mary A. Fischer comenta sobre suas investigações sobre a FARSA de 1993, cuja reportagem está na capa da revista acima e cujo post "O diário de Evan Chandler".

Greta: O advogado de Michael Jackson jurou que seu cliente não será vítima de extorsão novamente. Foi o que aconteceu em 1993. Mary Fisher investigou as acusações de 1993 para a Revista GQ. Mary, a primeira pergunta é se você acha que tramaram um crime contra Jackson. Se sim, por quê?

Mary Fisher: Definitivamente acho que ele foi alvo de um plano de extorsão. E me baseio nos cinco meses de investigação que fiz para a GQ, quando investiguei os acusadores, os adultos que cercavam o garoto que fez a acusação. Investiguei suas personalidades e suas motivações. O resultado foi que três deles tinham passados questionáveis e ao garoto havia sido dada uma poderosa droga psiquiátrica antes dele fazer qualquer alegação contra Jackson. Também apareceram muitas evidências que não tinham vindo à tona antes, mas que fortemente sugeriram que ele foi alvo de uma extorsão.

Greta: Mary, não houve nenhum indício de que qualquer pessoa, além do garoto e de sua família, tenha visto algo que sugerisse uma atitude criminosa de Michael Jackson. Excluída a acusação dessa família, existe algum outro fato que indique irregularidades ou ocorrência desse crime?

Mary Fisher: Não houve nenhuma prova confirmada, como geralmente há nas acusações de abuso sexual infantil. É fácil fazer uma acusação, o difícil é se defender dela. E é porque freqüentemente não há evidências, a não ser uma criança cercada por adultos que a encorajam a fazer tais alegações por motivos próprios e mais nada. Foi o caso em 93 e parece ser o mesmo agora.

Greta: No caso de 93, a família primeiramente foi a um advogado civil para tratar da indenização antes de ir ao promotor público [nota da EDCYHIS: A contratação de um advogado civil indica a abertura de um processo civil, em que o acusador pretende apenas ser beneficiado com uma indenização obtida junto ao acusado. Já o promotor público, tendo recebido uma queixa, instaura um processo criminal em que o réu tem contra si o próprio Estado, correndo o risco de ser condenado à prisão]?

Mary Fisher: Exatamente. O interessante é que se os pais do primeiro garoto tinham genuinamente acreditado que seu filho havia sido sexualmente molestado por Jackson, você imagina que a primeira coisa que eles fariam seria procurar a polícia, mas não foi isso que aconteceu. Foram até um advogado e este os ajudou com uma espécie de plano para extrair dinheiro de Jackson. Então eles arrumaram um psiquiatra, que, a propósito, não tinha nenhuma experiência com crianças, para se encontrar com o garoto várias vezes [nota da EDCYHIS: Este mesmo psiquiatra novamente denunciou Jackson em 2003, após ter se encontrado com o garoto que colabora com a promotoria no caso atual]. Foi só depois disto e de ter tomado a droga que o garoto disse: "Sim, Jackson fez coisas inapropriadas comigo".

Greta: Com relação à droga, você sabe o que ela era?

Mary Fisher: Sim, Amytal sódico, uma poderosa droga psiquiátrica que deixa a pessoa altamente suscetível quando sob influência. Essa droga foi dada ao garoto por seu pai e pelo amigo de seu pai, que era anestesista em seu consultório odontológico [nota da EDCYHIS: O pai do garoto Jordan, Evan Chandler, confessou ter usado a droga no filho, afirmando que o propósito seria um tratamento odontológico, no entanto, não se usa Amytal sódico nesses casos.

Greta: Antes da droga, houve alguma acusação do garoto de que Michael Jackson havia se comportado mal com ele?

Mary Fisher: Não. Na verdade perguntaram-lhe várias vezes se houve algo impróprio e ele sempre disse "NÃO". Mas novamente aconteceu o que acontece em parte desses casos e incidentes em que uma série de adultos, sejam eles a polícia, os pais ou psiquiatras, cercam a criança: esta se torna influenciada por eles e freqüentemente falsas acusações começam a aparecer.

Greta: Certo. Nesta família, a mãe e o pai não estavam casados, certo? A família estava se desfazendo.

Mary Fisher: Exatamente. No primeiro caso, os pais estavam envolvidos numa batalha amarga de divórcio e custódia. O que também aconteceu foi que Jackson tinha se tornado amigo do pai e do filho, mas acabou ficando ocupado e se afastou, o que deixou o pai frustrado pelo fato de Jackson não estar mais tão próximo dele como antes. Isto parece ser um paralelo neste novo caso, assim como o fato dos pais não terem contatado a polícia, mas sim um advogado civil.

Greta: E quanto ao advogado, há alguma similaridade? Existe algum advogado do caso de 93 atuando neste?

Mary Fisher: Bem, o advogado do garoto do primeiro caso é o mesmo ao qual os pais, quer dizer, a mãe levou seu filho. Esta é a semelhança [ Trata-se do advogado civil Larry Feldman].

Greta: Certo. E o que aconteceu àquela família? Alguma informação rápida sobre por onde anda o garoto de 93, que agora já é um rapaz? Onde ele está?

Mary Fisher: Sabe, eu não estou por dentro disso. Eu sei que ele está morando na costa leste, acho que tem 22 anos de idade e está na faculdade, mas não sei onde. E para mim há tantas semelhanças entre o antigo caso e este novo que é realmente importante evitar os julgamentos antes que se chegue à conclusão sobre culpado ou inocente aqui.

Greta: OK, Mary. Muito obrigada.

Mary Fisher: De nada. Obrigada.


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